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Earthworm Brasil: atuando para transformar paisagens e valorizar a agricultura familiar

Earthworm Brasil: atuando para transformar paisagens e valorizar a agricultura familiar

Projetos promovem cadeias de suprimento mais sustentáveis

Projetos promovem cadeias de suprimento mais sustentáveis

A Earthworm Foundation atua no Brasil para tornar as cadeias de suprimento e os territórios sustentáveis e, assim, transformar paisagens e valorizar pequenos produtores familiares, muitos deles vivendo em situação de vulnerabilidade alimentar.

Nesse processo, reconhece o potencial das florestas e dos solos, promove a biodiversidade, enfrenta os efeitos das mudanças climáticas, tornando os meios de subsistência resilientes e protegendo os direitos humanos.

O objetivo é impactar positivamente 35 milhões de hectares de paisagens, apoiando 50 mil pessoas em comunidades prioritárias, com indicadores claros e verificáveis.

As áreas de intervenção pelas quais a Earthworm Brasil busca gerar impacto são:

DIREITOS DE COMUNIDADES TRADICIONAIS

para a completa realização dos direitos à autodeterminação

RESILIÊNCIA DOS AGRICULTORES

envolvendo produtores e suas famílias

BEM-ESTAR DOS TRABALHADORES

melhores condições de trabalho e de vida para produtores e suas famílias

ECOSSISTEMAS PRÓSPEROS

ha de ecossistemas-chave ativamente protegidos contra conversão e degradação

AGRICULTURA REGENERATIVA

ha de terras agrícolas regeneradas

Projetos nos Territórios

Landscape Tomé-Açu (Pará)

O principal objetivo do Projeto Landscape Tomé-Açu, realizado na microrregião de mesmo nome, no Pará, é o desenvolvimento territorial, com foco em melhores práticas de cultivo, agricultura regenerativa, rastreabilidade, inclusão econômica e social, resiliência climática e participação multissetorial e multicadeias, impactando positivamente a natureza e as pessoas.

A iniciativa abrange cinco municípios – Acará, Concórdia do Pará, Moju, Tailândia e Tomé-Açu -, totalizando 2,3 milhões de hectares. A meta é consolidar até 2030 um modelo de desenvolvimento territorial sustentável, equilibrando progresso econômico, conservação ambiental e inclusão social.

A região se tornará uma referência em cadeias de suprimentos rastreáveis e sustentáveis, pela maior adoção de Sistemas Agroflorestais (SAFs) para regeneração do solo e maior resiliência. 

Ao mesmo tempo, serão realizadas ações para promover a inclusão de mulheres e jovens, a segurança alimentar, o fortalecimento de direitos das comunidades tradicionais, a regularização fundiária e o acesso ao crédito de pequenos produtores familiares, garantindo mais estabilidade econômica. 

Além disso, as comunidades quilombolas e rurais terão participação ativa na governança territorial, promovendo práticas regenerativas alinhadas à biodiversidade local.

Áreas de atuação:

DIREITOS DE COMUNIDADES E POVOS INDÍGENAS

RESILIÊNCIA DOS AGRICULTORES

BEM-ESTAR DOS TRABALHADORES

ECOSSISTEMAS PRÓSPEROS

AGRICULTURA REGENERATIVA

Impactos já alcançados:

173.200 ha de terra

alcançados pela gestão holística de propriedades com cultivo de óleo de palma

Mais de 1470 famílias

beneficiadas e 12 comunidades tradicionais (quilombolas) atendidas

Suporte a 10 negócios rurais, com treinamentos

em temas como práticas agrícolas sustentáveis, regularização fundiária e empreendedorismo

120 mulheres treinadas em Liderança

promovendo o empoderamento feminino e a geração de renda, a partir de pequenos negócios

Monitoramento ativo de 73.000 ha

coletando dados, avaliando e mitigando o desmatamento e desenvolvendo soluções inovadoras

Mais de 100.000 árvores plantadas

incentivando a restauração de área degradadas, a produção sustentável e a resiliência climática

“Quem chega até a gente precisa conhecer quem a gente é, o valor da nossa terra, da nossa força. O nosso protocolo nos dá o direito de falar, de ser escutado e de decidir juntos o futuro do nosso território.” 

Ivanilde Salgado
Comunidade Tucumandeua

Principais Matérias-Primas:

Soluções & Ferramentas:

ART (AGREGATIVE REFINE TRANSFORMATION): Apoio a fornecedores da cadeia de suprimentos do óleo de palma, para alcançar práticas socioambientais reconhecidas internacionalmente, promovendo o respeito às pessoas e às comunidades e a proteção e a conservação do meio ambiente.
CSE (CENTRO DE EXCELÊNCIA SOCIAL): Treinamentos de alto nível para profissionais em busca de melhorar a capacidade de prevenir e resolver tensões sociais, valorizando a gestão mais eficaz da empresa e a promoção de projetos sociais mais voltados às demandas das comunidades.
ZDC (ZERO DESMATAMENTO E CONVERSÃO): Metodologia para a cadeia da soja, que estabelece um protocolo de avaliação de risco de desmatamento e conversão, para verificar se fluxos físicos desse grão atendem a critérios preestabelecidos, da área de produção até o navio cargueiro.
PHP (PLANO HOLÍSTICO DE PROPRIEDADE): Iniciativa colaborativa elaborada entre especialistas técnicos e o agricultor familiar, com o objetivo de entender o cenário de cada propriedade rural de forma individualizada e, em seguida, propor a melhor estratégia para gerenciá-la.

Projetos Específicos:

Regenerando a cadeia da Palma
Agricultura Familiar

Leia mais

Territórios para o Futuro
Comunidades Quilombolas

Leia mais

Raízes para o Futuro
Clima

Leia mais

Art Plan 2.0
Cadeia da Palma

Leia mais

Transamazônica

Principal região produtora de cacau do Estado do Pará, a Transamazônica se destaca pela elevada relevância econômica, riqueza ambiental e diversidade social, tornando o território prioritário para o desenvolvimento de soluções que conciliem produção, conservação ambiental e inclusão produtiva no País.

Nesse contexto, a Earthworm Foundation Brasil atua na Transamazônica com o objetivo de contribuir para o fortalecimento de uma cadeia de valor mais estruturada, responsável e resiliente, conectando produtividade, rastreabilidade, acesso a mercados, regularização socioambiental e desenvolvimento territorial.

O trabalho abrange oito municípios paraenses e busca promover a valorização de boas práticas agrícolas, a ampliação da adoção de Sistemas Agroflorestais (SAFs) e a conformidade socioambiental, além de melhores condições de acesso a crédito, mercados e oportunidades para agricultores familiares.

Mais do que fortalecer a produção, a prioridade é fortalecer a resiliência dos pequenos produtores e das comunidades rurais, ampliando a capacidade de adaptação frente às mudanças climáticas, às oscilações de mercado e aos desafios estruturais da Região. 

O principal projeto desenvolvido pela organização na Transamazônica é o Sementes da Mudança. Por meio do apoio a agricultores e agricultoras familiares, a iniciativa visa a valorizar a cadeia do cacau, incentivando sistemas produtivos mais sustentáveis, diversificados e resilientes e contribuindo para a geração de renda, a segurança alimentar e a conservação ambiental.

Áreas de atuação:

RESILIÊNCIA DOS AGRICULTORES

ECOSSISTEMAS PRÓSPEROS

AGRICULTURA REGENERATIVA

IMPACTOS JÁ ALCANÇADOS:

1694 atendimentos de ATER realizados

Assistência técnica contínua, fortalecendo a produção, a gestão das propriedades e a adoção de práticas sustentáveis

342 agricultores capacitados

Formação em agricultura sustentável, incluindo 139 mulheres, para ampliar conhecimento, produtividade e resiliência

4 cooperativas fortalecidas

Implementação de Planos de Ação e iniciativas sustentáveis, com apoio à organização, à gestão e ao acesso a mercados

Aqui não é só cacau. É gente, é parceria. As mulheres, mais que força de trabalho, são quem pensa decide e faz a roça acontecer.”  

Samires Rosa

PRINCIPAIS MATÉRIAS PRIMAS:

SOLUÇÕES & FERRAMENTAS:

ASSISTÊNCIA TÉCNICA E EXTENSÃO RURAL (ATER): Acompanhamento integrado e contínuo dos produtores com foco em boas práticas agrícolas, Sistemas Agroflorestais (SAFs) e adaptação às demandas ambientais e de mercado.
PROTOCOLO DE CONFORMIDADE EUDR: Ferramenta para avaliar e apoiar produtores na adequação aos requisitos do Regulamento Europeu de Produtos Livres de Desmatamento (EUDR), incluindo rastreabilidade, análise de risco e planos de melhoria contínua.

PROJETOS ESPECÍFICOS:

Sementes da Mudança
Valorização da cadeia do cacau

Leia mais

Rastreabilidade na Cadeia do Cacau
Preparando a cadeia do cacau para o EUDR

Leia mais

Landscape Sorriso (Mato Grosso)

A estratégia Landscape Sorriso, liderada pela Earthworm Foundation Brasil, atua no território do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental Alto Teles Pires (CIDESA ATP), formado por 16 municípios do Norte do Mato Grosso, com destaque para Sorriso, Sinop e Lucas do Rio Verde. A região é um dos principais polos agrícolas do Brasil, concentrando a produção de soja, milho e feijão, além de áreas relevantes dos biomas Amazônia e Cerrado.

O objetivo é apoiar, até 2030, a transição para um modelo agrícola em larga escala resiliente ao clima e positivo para a natureza, conciliando produtividade, conservação ambiental e desenvolvimento econômico. A agricultura regenerativa é o eixo central da estratégia para promover a saúde do solo, a redução de emissões e a proteção de recursos hídricos e ampliar a resiliência dos produtores.

AA atuação no território está estruturada em cinco programas estratégicos, definidos a partir do Plano de Ação:

  • P1 – Resiliência Regenerativa e Climática
  • P2 – Inteligência da Cadeia de Suprimentos
  • P3 – Pagamentos por Serviços Ecossistêmicos (PSE), Regularização Fundiária e Ambiental
  • P4 – Governança e Financiamento
  • P5 – Monitoramento, Integridade, Comunicação e Engajamento

Esses programas orientam ações integradas que conectam produção agrícola, conservação de ecossistemas e fortalecimento da governança territorial, por meio da colaboração entre produtores, empresas, cooperativas, poder público e sociedade civil.

ÁREAS DE ATUAÇÃO:

RESILIÊNCIA DOS AGRICULTORES

ECOSSISTEMAS PRÓSPEROS

AGRICULTURA REGENERATIVA

IMPACTOS JÁ ALCANÇADOS:

Fortalecimento da governança territorial

Consolidação da participação no Pacto Produzir, Conservar, Incluir (PCI) de Sorriso, ampliação da articulação regional com o CIDESA ATP e expansão da iniciativa para novos municípios, promovendo a relação entre setor público, empresas, produtores e instituições parceiras.

Fortalecimento da resiliência econômica da agricultura familiar

Apoio à Cooperativa Luverdense de Agricultores Familiares (COOPERLAF) na preparação técnica para acesso a editais de financiamento, criando condições para futuros investimentos em infraestrutura de beneficiamento e comercialização da produção dos cooperados.

Implementação de ações concretas de conservação e restauração

Apoio à restauração de Áreas de Preservação Permanente (APPs), realização de pilotos para testar modelos escaláveis de restauração e diagnósticos territoriais para identificar áreas prioritárias para conservação, restauração e mitigação de riscos de desmatamento e conversão.

“Quando duas organizações compartilham o mesmo propósito, o impacto vai além da produção: transforma pessoas, fortalece comunidades e preserva o futuro.” 

José Quicheller
Presidente da Cooperativa Luverdense de Agricultores Familiares (Cooperlaf)

PRINCIPAIS MATÉRIAS-PRIMAS:

SOLUÇÕES & FERRAMENTAS:

AGRICULTURA REGENERATIVA: Metodologia voltada à transição para sistemas produtivos mais resilientes e sustentáveis, por meio de diagnóstico produtivo, planejamento regenerativo e assistência técnica continuada. Contribui para a melhoria da saúde do solo, eficiência produtiva e geração de valor nas propriedades rurais.
INTELIGÊNCIA DA CADEIA DE SUPRIMENTOS: Solução que integra rastreabilidade territorial e análise de risco socioambiental para apoiar a conformidade de cadeias produtivas. Permite avaliar critérios regulatórios e compromissos corporativos, como exigências do EUDR e do NDPE e origem da produção aos mercados consumidores.
PSE & REGULARIZAÇÃO: Metodologia que combina diagnóstico fundiário e ambiental com estratégias de conservação e restauração para promover a regularização das propriedades rurais. Apoia a valorização de ativos ambientais e a implementação de mecanismos de Pagamento por Serviços Ecossistêmicos (PSE).
GOVERNANÇA & MONITORAMENTO: Estrutura de gestão territorial baseada na articulação de atores envolvidos, definição de indicadores e acompanhamento contínuo de resultados. Fortalece a transparência, a tomada de decisão e a comunicação de impactos em projetos, programas e paisagens sustentáveis.

PROJETOS ESPECÍFICOS:

Projeto Piloto de Restauração
Regeneração em pequena escala

Leia mais

Agricultura Familiar - LRV
Inclusão produtiva

Leia mais

Portos Amazônicos

O Projeto Portos Amazônicos, implementado pela Earthworm Foundation Brasil em parceria com a Cargill, tem como objetivo promover o desenvolvimento socioeconômico e ambiental de agricultores familiares e de comunidades localizadas no entorno dos portos de Santarém e de Itaituba/Miritituba, no Pará, e de Porto Velho, em Rondônia. São territórios marcados por desafios relacionados ao apoio técnico a esses pequenos produtores, à segurança alimentar, à regularização ambiental e ao fortalecimento das organizações comunitárias.

 O Portos Amazônicos busca fortalecer a agricultura familiar por meio de diversificação produtiva, implantação de Quintais Produtivos, Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), promoção da segurança alimentar e melhoria das condições produtivas das famílias beneficiadas. As ações priorizam soluções práticas e adaptadas à realidade local, conectando produção sustentável, geração de renda e conservação ambiental. 

Além das ações produtivas, a organização também atua no fortalecimento de associações e cooperativas, apoiando processos de gestão organizacional, liderança comunitária, acesso a mercados e desenvolvimento de capacidades locais. O Projeto promove, ainda, ações voltadas ao empoderamento feminino, ao empreendedorismo rural e à inclusão de jovens, fortalecendo o protagonismo comunitário e a autonomia das famílias. 

Outro eixo estratégico da iniciativa é o apoio à regularização ambiental e fundiária, por meio de orientações sobre Código Florestal, Cadastro Ambiental Rural (CAR), acesso a políticas públicas e articulação com instituições locais. O Portos Amazônicos também investe na construção de redes territoriais e parcerias com órgãos públicos, universidades, organizações sociais e assistência técnica local, buscando garantir a sustentabilidade das ações após o encerramento do ciclo da iniciativa, em 2027. 

Na implementação, o Projeto tem registrado aprendizados importantes sobre engajamento comunitário, desenvolvimento territorial e construção de confiança, demonstrando que entregas práticas, presença constante em campo e fortalecimento da ATER são fundamentais para gerar impacto sustentável em territórios amazônicos complexos.

ÁREAS DE ATUAÇÃO:

DIREITOS DE COMUNIDADES E POVOS INDÍGENAS

RESILIÊNCIA DOS AGRICULTORES

ECOSSISTEMAS PRÓSPEROS

AGRICULTURA REGENERATIVA

IMPACTOS JÁ ALCANÇADOS:

Mais de 2.254 pessoas alcançadas

nas regiões de Santarém, Miritituba e Porto Velho, por meio de capacitações, assistência técnica, ações comunitárias e atividades de fortalecimento territorial.

555 famílias cadastradas e acompanhadas

pelo projeto, fortalecendo o acesso à Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), regularização ambiental e oportunidades de diversificação produtiva.

462 mulheres alcançadas

em ações de empreendedorismo, geração de renda, saúde, segurança alimentar e empoderamento feminino, valorizando a inclusão econômica e social das famílias.

115 agricultores capacitados

em práticas agrícolas sustentáveis, incluindo manejo de hortas, SAFs, manejo de galinha caipira, cultivo de cacau, conservação ambiental e diversificação produtiva.

Mais de 3.299 participações

em atividades e treinamentos comunitários, demonstrando fortalecimento do engajamento territorial e ampliação das ações de campo.

Implantação de ações práticas

de ATER, Quintais Produtivos, SAFs, viveiros, bancos de semente, promovendo a agricultura regenerativa e o fortalecimento da agricultura familiar amazônica.

“O curso de hortas foi bom. Aprendemos que, se plantarmos várias sementes juntas, uma tira a força da outra para nascer. Estamos prontas para aprender mais.” 

Elisângela Marques de Souza

Beneficiária do Portos Amazônicos – Porto Velho (RO)

PRINCIPAIS MATÉRIAS-PRIMAS:

Soluções e Ferramentas:

ASSISTÊNCIA TÉCNICA RURAL (ATER): Atuação contínua para fortalecimento produtivo e implantação de Quintais Produtivos (hortas e pomares sustentáveis), com foco também em segurança alimentar das famílias, melhorias de práticas agrícolas e mais produtividade.
FORTALECIMENTO COMUNITÁRIO E EMPODERAMENTO: Capacitações em gestão organizacional, empreendedorismo feminino, juventude rural, associativismo e educação financeira.
REGULARIZAÇÃO AMBIENTAL E SUSTENTABILIDADE: Orientações sobre Código Florestal, emissão do Cadastro Ambiental Rural (CAR), regularização fundiária, conservação ambiental e fortalecimento da agricultura regenerativa.

PROJETOS ESPECÍFICOS:

Empoderamento Feminino
Protagonismo e Geração de Renda

Leia mais

Fortalecimento de Associações Rurais
Desenvolvimento comunitário

Leia mais

Quintais Produtivos
Promoção da Segurança Alimentar

Leia mais

Planalto Santareno

O Projeto Comunidades Prósperas, desenvolvido em parceria com a Cargill, busca fortalecer a agricultura familiar no Planalto Santareno, por meio da diversificação produtiva, da ampliação do acesso a mercados e do fortalecimento da resiliência socioeconômica das comunidades rurais. As ações são realizadas nos municípios de Santarém, Belterra e Mojuí dos Campos (PA), territórios marcados por rápidas transformações socioambientais associadas à expansão de monoculturas e à pressão sobre os sistemas tradicionais de produção familiar. 

O objetivo da iniciativa é construir soluções práticas e participativas junto às comunidades, valorizando o protagonismo local, os saberes tradicionais e a permanência das famílias no campo. A implementação do Comunidades Prósperas ocorre por meio de uma abordagem territorial participativa, inspirada no modelo de Planejamento Estratégico Territorial (PET), integrando diagnóstico comunitário, escuta ativa, assistência técnica e fortalecimento institucional. 

O processo combina metodologias qualitativas e quantitativas, permitindo compreender os desafios e as potencialidades das comunidades de forma integrada, incluindo aspectos produtivos, sociais, ambientais e econômicos. 

As ações do Comunidades Prósperas estão estruturadas em duas frentes complementares: o incentivo à implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs), Quintais Produtivos e modelos de produção diversificada; e a construção participativa de planos territoriais voltados ao fortalecimento da agricultura familiar. 

Entre as atividades previstas, estão diagnósticos produtivos e socioeconômicos, análise de solo, Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), capacitações comunitárias, fortalecimento de associações e apoio à inserção em mercados institucionais e cadeias de valor sustentáveis.

O Projeto também atua no fortalecimento da governança territorial e no engajamento institucional, promovendo articulação com secretarias municipais, organizações comunitárias, instituições de pesquisa e parceiros estratégicos. A iniciativa prioriza mulheres, jovens e comunidades tradicionais, reconhecendo a agricultura familiar como elemento central para a segurança alimentar, geração de renda, conservação ambiental e adaptação climática no território.

Além das ações produtivas, o Comunidades Prósperas busca criar bases para um modelo de desenvolvimento territorial mais resiliente, conciliando produção sustentável, conservação ambiental e inclusão social. O fortalecimento das organizações locais, o apoio à sucessão rural e a valorização de cadeias produtivas sustentáveis são elementos estratégicos para garantir continuidade e autonomia das comunidades no decorrer do tempo.

ÁREAS DE ATUAÇÃO:

DIREITOS DE COMUNIDADES TRADICIONAIS

RESILIÊNCIA DOS AGRICULTORES

ECOSSISTEMAS PRÓSPEROS

AGRICULTURA REGENERATIVA

IMPACTOS JÁ ALCANÇADOS:

Mapeamento de aproximadamente 60%

das comunidades prioritárias do território, com engajamento ativo de lideranças comunitárias locais no Projeto.

Estruturação metodológica participativa

incluindo ferramentas de diagnóstico, fluxos de governança, oficinas comunitárias e materiais educativos para atuação em campo.

Fortalecimento do relacionamento institucional

com Secretarias Municipais, setor público, universidades e organizações territoriais, ampliando o ecossistema de apoio à agricultura familiar.

Início da implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs)

e ações práticas de assistência técnica, aumentando o engajamento comunitário e a confiança das famílias no Projeto.

Início da implantação dos Quintais Produtivos

e ações práticas de assistência técnica para assegurar a segurança alimentar dos produtores e a diversificação da produção, ampliando o engajamento comunitário e a confiança das famílias.

Consolidação da agricultura familiar

como eixo estratégico para a segurança alimentar, a geração de renda e a resiliência climática no Planalto Santareno.

A entrega de insumos e o acompanhamento técnico contínuo têm sido fundamentais para melhorar a produção e fortalecer o desenvolvimento da propriedade.” 

Adamor Marques

Beneficiário do Comunidades Prósperas

PRINCIPAIS MATÉRIAS-PRIMAS:

SOLUÇÕES & FERRAMENTAS:

ASSISTÊNCIA TÉCNICA E EXTENSÃO RURAL (ATER): Acompanhamento técnico participativo para fortalecimento produtivo, implantação de SAFs, manejo sustentável e diversificação da produção.
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO TERRITORIAL (PET): Metodologia participativa para diagnóstico, pactuação comunitária e definição de prioridades territoriais de desenvolvimento sustentável.
FORTALECIMENTO ORGANIZACIONAL E ACESSO A MERCADOS: Capacitação de associações e cooperativas, apoio à governança local e conexão com mercados institucionais e cadeias de valor sustentáveis.

PROJETOS ESPECÍFICOS:

Sistemas Agroflorestais
Desenvolvimento Sustentável

Leia mais

Quintais Produtivos
Promoção da Segurança Alimentar

Leia mais

Fortalecimento de Associações Rurais
Desenvolvimento comunitário

Leia mais

Cadeias de Suprimentos:

Palma

A produção de óleo de palma deve equilibrar sustentabilidade e produtividade. Para isso, a estratégia da organização busca implementar transformações das indústrias desse segmento, por meio de práticas regenerativas e de Sistemas Agroflorestais (SAFs) em nível de paisagem, ou seja, a partir dos produtores de palma. Diferenciada, a abordagem tem o objetivo de criar um paradigma holístico para além das plantações, garantindo fazendas e comunidades resilientes.

As principais atividades da cadeia de palma são desenvolvidas na microrregião de Tomé-Açu, no Pará. A partir de intervenções direcionadas, de impacto escalável, as iniciativas valorizam a agricultura regenerativa, o uso de créditos de carbono e incentivos financeiros.

SAIBA MAIS:

Cacau

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SAIBA MAIS:

Soja

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SAIBA MAIS

Fibras Virgens

A Earthworm Foundation Brasil atua na cadeia de celulose e papel do Brasil, apoiando empresas na identificação e gestão de riscos socioambientais e no fortalecimento de práticas mais sustentáveis. O objetivo é promover transformações positivas, conectando desempenho empresarial, responsabilidade com as pessoas e os recursos naturais e impacto duradouro nos territórios onde as companhias atuam, com atenção especial às dimensões envolvendo comunidades, trabalhadores e demais partes interessadas.

A partir de uma abordagem colaborativa, a organização busca compreender desafios, elaborar soluções e fortalecer a capacidade de gestão corporativa. O escopo de atuação engloba temas como relacionamento com comunidades, direitos humanos, condições de trabalho, gestão de conflitos, mecanismos de diálogo e desenvolvimento de estratégias que contribuam para tornar as operações mais responsáveis, resilientes e socialmente justas. Inclui, ainda, impulsionar mudanças estruturais que gerem valor compartilhado para empresas, comunidades e demais partes interessadas. 

Nos últimos anos, o relacionamento da organização com companhias de celulose e papel se consolidou em uma atuação baseada na confiança, na experiência prática e no conhecimento acumulado em campo, contribuindo para que esse setor avance em direção a cadeias produtivas mais sustentáveis, inclusivas e socialmente responsáveis.

Centro de Excelência Social (CSE) - Iniciativa educacional da Earthworm Foundation, o CSE passou a atuar no Brasil em 2018, com o objetivo de ampliar o acesso a conhecimentos e ferramentas capazes de apoiar as organizações na gestão de desafios socioambientais complexos. Desde então, se transformou em um espaço de troca, aprendizado e construção coletiva, aproximando empresas, especialistas de diversos setores e profissionais em torno de temas fundamentais para a sustentabilidade e o impacto social.

A atuação do CSE na disseminação de conhecimento combina conteúdos digitais, treinamentos, eventos, diálogos setoriais e iniciativas voltadas ao fortalecimento de capacidades. Essa diversidade permite alcançar públicos distintos e transformar aprendizados em recursos práticos, aproximando conceitos, metodologias e experiências das necessidades reais enfrentadas pelas organizações e pelos territórios nos quais atuam.

nvolvido no Brasil tem contribuído para inspirar e fortalecer atuações semelhantes em outras regiões, incluindo o CSE Latam e o CSE Canadá & USA. Em constante evolução, o CSE mantém a missão de conectar conhecimento, experiência prática e colaboração para impulsionar transformações positivas em diferentes contextos e cadeias produtivas

Fibras Recicladas

Para atuar na agenda da reciclagem e da Economia Circular, estruturando cadeias de suprimentos mais transparentes, seguras e eficientes, a Earthworm Foundation Brasil desenvolve estratégias específicas para o setor de fibras recicladas da indústria de celulose e papel. O objetivo é conectar indústrias globais a cooperativas locais, combinando rastreabilidade lógica com a inclusão socioeconômica e a mitigação de riscos ocupacionais dos catadores. 

Esse modelo transforma a gestão de resíduos em uma ferramenta real de desenvolvimento territorial e impacto social. Para isso, a organização adota uma lógica que integra racionalidade logística, rastreabilidade e impacto social, ampliando o escopo de atuação para reduzir os impactos negativos da geração de resíduos — como poluição, uso desnecessário de recursos naturais e desperdício, entre outros.

A estratégia baseia-se em três pilares fundamentais:

- Rastreabilidade e Mitigação de Risco na Cadeia de Suprimentos

Na cadeia de celulose e papel, o uso de fibra reciclada é essencial para reduzir a pressão sobre as florestas nativas. Assim, a Earthworm Foundation Brasil utiliza ferramentas como a Country Prioritisation Matrix (CPM) para mapear a origem do material virgem e, também, das fibras recicladas, assegurando conformidade socioambiental, antes que os insumos entrem no processo industrial de grandes corporações globais.

- Inclusão Socioeconômica e Direitos Humanos

A organização reconhece que a informalidade no elo da coleta e triagem de materiais recicláveis expõe trabalhadores a condições de vulnerabilidade (baixa remuneração, falta de redes de proteção e riscos ocupacionais). Assim, os projetos em Economia Circular atuam diretamente no chão de fábrica e em cooperativas regionais, para estruturar salvaguardas sociais, promovendo o trabalho decente e integrando catadores e agentes da reciclagem formalmente à governança das grandes cadeias.

- Inovação e Projetos de Paisagem (Landscape Approach)

Em regiões estratégicas, o foco é o desenvolvimento de iniciativas que conectam indústrias, poder público e comunidades locais para converter resíduos em recursos de alto valor, otimizando fluxos de materiais, por meio do design coletivo de soluções escaláveis e eficientes.

 

O modelo de intervenção demonstra que a Economia Circular só atinge maturidade e eficiência sistêmica quando o recurso natural extraído é integralmente aproveitado dentro da cadeia produtiva, sem desperdício ou geração de resíduos que não retornem a ela, buscando cada vez mais salvaguardas aos direitos humanos e ao desenvolvimento territorial.

SAIBA MAIS

Soluções & Ferramentas:

AGRICULTURA REGENERATIVA: Metodologia voltada à transição para sistemas produtivos mais resilientes e sustentáveis, por meio de diagnóstico produtivo, planejamento regenerativo e assistência técnica continuada. Contribui para a melhoria da saúde do solo, eficiência produtiva e geração de valor nas propriedades rurais.
ART (AGREGATIVE REFINE TRANSFORMATION): Apoio a fornecedores da cadeia de suprimentos do óleo de palma, para alcançar práticas socioambientais reconhecidas internacionalmente, promovendo o respeito às pessoas e às comunidades e a proteção e a conservação do meio ambiente.
CSE (CENTRO DE EXCELÊNCIA SOCIAL): Treinamentos de alto nível para profissionais em busca de melhorar a capacidade de prevenir e resolver tensões sociais, valorizando a gestão mais eficaz da empresa e a promoção de projetos sociais mais voltados às demandas das comunidades.
DCF
FORTALECIMENTO COMUNITÁRIO E EMPODERAMENTO: Capacitações em gestão organizacional, empreendedorismo feminino, juventude rural, associativismo e educação financeira.
FORTALECIMENTO ORGANIZACIONAL E ACESSO A MERCADOS: Capacitação de associações e cooperativas, apoio à governança local e conexão com mercados institucionais e cadeias de valor sustentáveis.
GOVERNANÇA & MONITORAMENTO: Estrutura de gestão territorial baseada na articulação de atores envolvidos, definição de indicadores e acompanhamento contínuo de resultados. Fortalece a transparência, a tomada de decisão e a comunicação de impactos em projetos, programas e paisagens sustentáveis.
INTELIGÊNCIA DA CADEIA DE SUPRIMENTOS: Solução que integra rastreabilidade territorial e análise de risco socioambiental para apoiar a conformidade de cadeias produtivas. Permite avaliar critérios regulatórios e compromissos corporativos, como exigências do EUDR e do NDPE e origem da produção aos mercados consumidores.
NDPE
PHP (PLANO HOLÍSTICO DE PROPRIEDADE): Iniciativa colaborativa elaborada entre especialistas técnicos e o agricultor familiar, com o objetivo de entender o cenário de cada propriedade rural de forma individualizada e, em seguida, propor a melhor estratégia para gerenciá-la.
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO TERRITORIAL (PET): Metodologia participativa para diagnóstico, pactuação comunitária e definição de prioridades territoriais de desenvolvimento sustentável.
PROTOCOLO DE CONFORMIDADE EUDR: Ferramenta para avaliar e apoiar produtores na adequação aos requisitos do Regulamento Europeu de Produtos Livres de Desmatamento (EUDR), incluindo rastreabilidade, análise de risco e planos de melhoria contínua.
PSE & REGULARIZAÇÃO: Metodologia que combina diagnóstico fundiário e ambiental com estratégias de conservação e restauração para promover a regularização das propriedades rurais. Apoia a valorização de ativos ambientais e a implementação de mecanismos de Pagamento por Serviços Ecossistêmicos (PSE).
REGULARIZAÇÃO AMBIENTAL E SUSTENTABILIDADE: Orientações sobre Código Florestal, emissão do Cadastro Ambiental Rural (CAR), regularização fundiária, conservação ambiental e fortalecimento da agricultura regenerativa.
STARLING
ZDC (ZERO DESMATAMENTO E CONVERSÃO): Metodologia para a cadeia da soja, que estabelece um protocolo de avaliação de risco de desmatamento e conversão, para verificar se fluxos físicos desse grão atendem a critérios preestabelecidos, da área de produção até o navio cargueiro.

Equipe Earthworm Brasil:

Airto Costa

Analista de Projetos

Alex Alves

Alessandra Velasco

Global Relationship Menager

Alexandre Goudinho

Analista de Projetos

Ana Carolina Lucarelli

Gerente de Economia Circular

Andresa Dias

Coordenadora de Projeto de Campo - AL

Bruna Matos

Analista Administrativa

Camila Brígida

Analista de Projetos

Camila Nardon

Gerente de Projetos

Cyntia Moleta Cominesi

Gerente de Projetos

Edivan Mathias

Analista de Projetos

Elielson Martins

Analista de Projetos

Eric Batista

Gerente de Projetos

Gledson Freitas

Hemelyn Soares

Analista de Projetos

Iara Cardoso

Analista de Projetos

Jéssica Felix

Analista Administrativa Sênior

João Carlos Silva

Representante do Brasil

Josinara Garcia

Gerente de Projetos

Juliano Betarelli

Karina Saraiva

Analista de Projetos

Lucas Lima

Analista de Projetos

Luna Moreira de Sousa

Analista de Projetos

Maurício Campos

Analista de Projetos

Patrícia Lucatelli

Gerente de Projetos

Rafael Moya

Gerente de Projetos

Raquel Costa

Analista de Projetos Sênior

Roberto Sartori

Gerente de Projetos Sênior

Rosineide Miranda

Analista de Projetos

Roneson Oliveira

Analista de Projetos

Sérgio Monteiro

Analista de Projetos

Tiago Goulart

Gerente de Projetos de Carbono

Wemerson Shimon

Analista de Projetos

Notícias & Histórias

10/11/2025

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10/06/2025

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21/02/2025

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